01 julho 2010

O conforto da boa e velha comida


Até que enfim uma “facção” da sociedade parece recobrar o juízo. Sim. Porque eu, como glutão de plantão (com o perdão da rima infame e desproposital) não agüento mais ouvir falar dos esquisitos e inovadores tipos de culinária que surgem a cada estação. E os modismos se espalham com tamanha rapidez que às vezes temos a sensação de estarmos sempre atrasados ou por fora das tendências. E por falar nelas, a nova é a “comfort food”. Nome esquisito, não? Parece marca de colchão ou de amaciante de roupas. Trata-se, na verdade, do que chamamos de comida emocional, pois desperta sensações agradáveis e evoca o prazer e o bem-estar ligados à infância ou a história de vida.

Essa culinária começou a se popularizar no Brasil e congrega em si uma idéia oposta à racionalidade dos alimentos funcionais, nos quais os benefícios à saúde são o chamariz. Por Deus, não! Vamos esquecer as dietas saudáveis ao menos por um instante. Por que essa ditadura que proíbe pão, biscoito, bolo, açúcar, óleo, frituras e tantas outras delícias? Tudo bem, é importante não exagerar, é importante cuidar da própria saúde. Mas as pessoas estão ficando paranóicas. Estão sabotando receitas maravilhosas do tempo das avós e bisavós, cortando sal, açúcar e gordura.

Os insossos pratos que nos empurram hoje em dia são o supra-sumo do sem graça. E é por isso que a comfort food faz sucesso e ganha novos adeptos a cada dia. Ela não tem a pretensão de ser algo inédito nem revolucionário: é simplesmente a redescoberta de prazeres culinários que foram condenados pela atual onda saudável e ficaram perdidos nas lembranças de tempos passados.

Só para citar alguns exemplos dessa evolução (ou involução, como preferirem), a partir dos anos 70 a nouvelle cuisine francesa estava na crista da onda. Era uma reação à cozinha tradicional. Os pratos eram elaborados em pouco tempo, com molhos mais leves e menores porções (bem menores, diga-se de passagem) e apresentados de forma refinada e decorativa. Mas agora o último grito da moda gastronômica é a tal de culinária fusion (de fusão), tendência que mistura de tudo, com predomínio de ingredientes asiáticos e um forte toque americano. Marcos Emílio Gomes, coordenador do projeto O Melhor da Cidade, da revista Veja, define de forma objetiva essa culinária: “é aquela em que você come pouco, paga muito e não consegue identificar se o que está no prato é animal, vegetal ou mineral”.

Em contrapartida, o ressurgimento da comfort food foi algo natural. Digo ressurgimento porque esse tipo de comida não foi inventado agora, sempre existiu. Só andava meio esquecido (para não dizer execrado). Ora bolas, comer é um dos maiores prazeres da vida e estão tentando justamente transformar esse prazer em uma dieta quase hospitalar. Tudo devidamente glamurizado, claro, para termos a impressão de que estamos comendo a comida mais chique e mais saudável do mundo. Ledo engano. As pessoas gostam exatamente do contrário, das coisas mais simples, do que é mais singelo, do que vem do coração. E já andam dizendo por aí que a comfort food age no cérebro como o namoro e ajuda no combate à depressão. Por essa os nutricionistas não esperavam.

Puxe pela memória: o quindim que você comida na sua infância, o torresmo, a farofa de ovos e banana, o sonho de padaria, o pastel de queijo, a costelinha assada, a polenta frita, o brigadeiro de colher, o empadão de frango, o pão com manteiga, a sopa de feijão e por aí vai... A lista é quase interminável e o prazer idem. E, ao contrário do que pregam os guias de gastronomia, não tem preço. Mas as lembranças evocadas pela comfort food são as mais caras. Aprecie sem medo de ser feliz.

29 maio 2010

E o Framboesa vai para...



Framboesa de Ouro (Golden Raspberry Awards ou simplesmente Razzie Awards) é um prêmio cinematográfico que elege os piores filmes produzidos ao longo de um ano. Paródia do Oscar, o prêmio é atualmente escolhido por internautas membros da "associação". Hoje a brincadeira é bem conhecida e divulgada pelo mundo, mas poucos sabem como surgiu essa inusitada premiação e o porquê de se chamar Troféu Framboesa.

Tudo começou em 1980. O americano John J. B. Wilson, redator publicitário, foi o responsável pela criação do famigerado Troféu Framboesa de Ouro. Ele tinha o hábito de convidar os amigos para se reunirem e jantarem em sua casa, em Los Angeles, nas noites de entrega do Oscar. Em 1980, Wilson convidou a turma para sua tradicional reuniãozinha do Oscar, desta vez para que eles próprios julgassem os filmes e dessem suas premiações aleatoriamente. E a brincadeira pegou. Assim a primeira "premiação" foi realizada na sala de Wilson. A partir de então, ele decidiu formalizar o evento, depois de assistir a uma dupla de filmes que estavam sendo lançados simultaneamente naquela época: A Música Não Pode Parar (Can't Stop the Music) e Xanadu. O publicitário distribuiu para os amigos as cédulas para votarem no pior filme.

Felipe Rose (Village People), Valerie Perrine e Steve Guttenberg em A Música Não Pode Parar

Valerie Perrine entre Steve Guttenberg e Bruce Jenner
Assim, Can't Stop the Music foi o primeiro filme a ganhar o Framboesa. Ambos lançados em meados de 1980, Xanadu e Can't Stop the Music foram os maiores embaraços daquela época. Sucesso em termos de trilhas sonoras, os dois filmes foram fracassos retumbantes de crítica, com atuações canastronas, roteiros inexistentes e números musicais, no mínimo, kitsch. Xanadu foi estrelado pela queridinha da época, Olivia Newton-John, e pelo veterano Gene Kelly. O filme mostra um jovem desenhista que é inspirado por uma musa (enviada por Zeus!) a abrir, junto com um empresário aposentado, a roller-disco que dá título ao filme. "Uma apoteose kitsch e antológica, com Gene Kelly pagando mico na cena final", disse uma apresentadora de TV sobre Xanadu. Já Can't Stop the Music é estrelado pelos alegres rapazes do conjunto Village People, também muito popular na época. Na história, os integrantes do Village People se reúnem e descobrem a disco music (!), que passam a espalhar pelo mundo com a ajuda de amigos (uma ex-modelo e um aspirante a compositor). O filme está listado entre os 100 Piores Filmes Mais Divertidos Já Feitos, no guia oficial do Golden Raspberry Award, de John Wilson.

Olivia Newton-John, Gene Kelly e Michael Beck em Xanadu
O nome do troféu (Golden Raspberry Award, original em inglês) vem de uma expressão com a palavra raspberry (framboesa). A fruta parece ser usada no sentido da expressão "blowing a raspberry" (assoprando uma framboesa), que é simular o som de flatulência com a boca. Para completar o clima de deboche em cima do Oscar, as indicações do Framboesa saem um dia antes das indicações da Academia – e a "premiação" também é um dia antes da festa.

O prêmio é uma framboesa de plástico sobre um filme Super 8, pintado de tinta-spray dourada, que vale menos de US$5 (isso mesmo, menos de cinco dólares!). O hall da fama do Framboesa é liderado por Sylvester Stallone e Madonna. Stallone é o pior ator de todos os tempos, com 30 indicações e 10 prêmios (até agora) e Madonna possui 15 indicações e 9 prêmios (até agora).


Muito embora Xanadu e Can't Stop the Music figurem em qualquer lista de "piores filmes já feitos" que se preze, deixo claro que sou fã incondicional dos dois. As trilhas sonoras permanecem extraordinárias e o visual dos filmes já vale a viagem ao submundo do cult-kitsch. E viva o Troféu Framboesa! 

03 fevereiro 2010

Versão brasileira...


Traduções inusitadas para títulos de filmes nunca foram surpresa para nós, brasileiros. Essas "traduções" (com aspas mesmo) sempre vão existir, embora não sejam tão freqüentes como antigamente. Nada se compara aos filmes dos anos 1930, 1940 e 1950. Na época, Hollywood vivia o ápice do glamour. Foi a era das divas, das superproduções, dos épicos e melodramas. Tudo muito teatral. Por isso os nomes dos filmes em português tinham um apelo bem dramático, quase rodrigueano. Era uma forma de aguçar a curiosidade do público e de "traduzir" o que julgavam ser o espírito da coisa (no caso, do filme). Não sei quem ficava responsável por essas escolhas de títulos. Talvez as distribuidoras, creio eu. Mas o fato é que os títulos, hoje, soam, no mínimo, cômicos. Não dá para levar a sério. Quando o título original era apenas um nome próprio, aí sm era um prato cheio. "Mr. Skeffington", por exemplo, virou "Vaidosa". Tá boa, santa? "Mildred Pierce" virou "Alma em Suplício", assim como "Shane" virou "OS Brutos Também Amam" e por aí vai... A lista é longa. Mas que tem um charme inegável, isso tem! O inegável charme da era dourada de Hollywood. Abaixo fiz uma pequena lista com alguns títulos no mínimo risíveis. Me ative às décadas de 1930, 1940 e 1950, mas obviamente as traduções engraçadas continuam existindo até hoje, porém menos piegas do que naquela época. O primeiro é o nome que o filme recebeu no Brasil, o segundo é o título original (em inglês) e o terceiro é a tradução real para o português. Enjoy!


A Dominadora - Harriet Craig (Harriet Craig)
A Malvada - All About Eve (Tudo Sobre Eva)
A Mulher Proibida - The Shining Hour (A Hora Brilhante)
A Tortura do Silêncio - I Confess (Eu Confesso)
Alguém Morreu em Meu Lugar - Dead Ringer (Sósia)
Alma em Suplício - Mildred Pierce (Mildred Pierce)
Amar foi Minha Ruína - Leave Her to Heaven (Deixe-a para o Paraíso)
Assim Caminha a Humanidade - Giant (Gigante)
Com a Maldade na Alma - Hush...Hush, Sweet Charlotte (Silêncio, Doce Charlotte)
Crepúsculo dos Deuses - Sunset Boulevard (Sunset Boulevard)
Erros do Coração - The Rich Are Always With Us (Os Ricos Estão Sempre Conosco)
Escândalos da Sociedade - Where Love Has Gone (Para Onde Foi o Amor)
Escravos do Desejo - Of Human Bondage (Da Servidão Humana)
Eu Soube Amar - The Old Maid (A Velha Dama)
Felicidade de Mentira - The Bride Wore Red (A Noiva Usou Vermelho)
Férias de Amor - Picnic (Piquenique)
Fogueira de Paixão - Possessed (Possuída)
Idílio Proibido - Hilda Crane (Hilda Crane)
No Palco da Vida - So Big! (Tão Grande!)
Meu Reino por um Amor - The Private Lives of Elizabeth and Essex (A Vida Particular de Elizabeth e Essex)
Meus Dois Carinhos - Pal Joey (Companheiro Joey)
Nas Garras do Ódio - The Nanny (A Babá)
Nascida para o Mal - In This Our Life (Nesta Nossa Vida)
O Coração Não Envelhece - The Corn Is Green (O Milho Está Verde)
Os Brutos Também Amam - Shane (Shane)
Pacto de Sangue - Double Indemnity (Dupla Indenização)
Pérfida - The Little Foxes (As Pequenas Raposas)
Quando o Amor Agarra - The Girl form Tenth Avenue (A Garota da Décima Avenida)
Satã Jantou Lá em Casa - The Man Who Came to Dinner (O Homem que Veio para Jantar)
Tragédia do Meu Destino - This Woman is Dangerous (Esta Mulher é Perigosa)
Vaidosa - Mr. Skeffington (Mr. Skeffington)

28 janeiro 2010

The Last Days of Disco



Nova York, final dos anos 1970, comecinho dos 1980. A era disco está chegando ao fim. Um grupo de amigos bate ponto em uma badaladíssima discoteca da cidade. Lá eles dançam, se divertem e conversam. Aqui no Brasil, o filme, de 1998, recebeu o título bem cafona de Os Últimos Embalos da Disco. Mas não pegou. O título original, The Last Days of Disco, é o que prevalece.


É um filme que poucos assistiram e nem teve muita divulgação por aqui. Na época, ficou reduzido a circuitos de cinema alternativos. O título longo e em inglês também dificultou um pouco o acesso a essa pequena obra-prima do diretor Whit Stillman. Muitos pensaram que o filme seria sobre a história do Studio 54 ou das discotecas, mas a disco é apenas o pano de fundo para os dramas urbanos de um grupo jovens de Manhattan. E é justamente perto do fim do filme que um dos personagens, Josh (vivido por Matt Keeslar), tem uma das falas mais interessantes da trama:

"A discoteca nunca vai acabar. Viverá para sempre em nós. Algo assim, grandioso e importante, nunca vai morrer. Por alguns anos será considerada ultrapassada e ridícula. Será mal representada e caricaturada ou, pior, ignorada. Vão rir de John Travolta, Olivia Newton-John, ternos de poliéster brancos, sapatos plataforma e disso! [gesto que Travolta faz no filme Saturday Night Fever, em que estica o braço direito para cima, apontando alto]. Não tivemos nada com essas coisas e ainda assim amamos a disco. Alguns jamais vão entender. A discoteca foi muito mais que isso. Foi muito legal e divertida para desaparecer para sempre. Vai voltar algum dia. Só espero que estejamos vivos".


As caracterizações não são o forte do filme. Os figurinos e cenários são frios e discretos, em nada lembrando os anos 1970. Mas os diálogos e conflitos dos personagens compensam. Ao que parece, a ideia do diretor não foi fazer uma reconstituição de época e sim voltar o foco para o drama dos personagens. As músicas também não obedecem a uma cronologia, mas deduz-se que a história se passe entre 1979 e 1980.

Em meu livro Made in Suécia - O paraíso pop do ABBA (Ed. Página Nova, 2008), falo brevemente sobre o surgimento e a influência da era disco na cultura de massa:
Na metade da década, o mundo da pretensão havia chegado ao rock e alguma coisa nova precisava surgir. Violento e rebelde veio o punk, que nasceu, a partir de 1976, das críticas da juventude proletária inglesa à sua própria falta de perspectivas. Sex Pistols, The Clash, Dead Kennedys, Elvis Costello: os ídolos do movimento recuperaram a batida primária e despreocupada das bandas de meados da década de 1960. Johnny Rotten, o líder do Sex Pistols, não poupava os roqueiros da época – como Elton John e Rod Stewart – que apelidara de "palhaços capitalistas".
Mas o movimento importante dos anos 1970 – e na época maldito para os roqueiros – foi mesmo o das discotecas. Na esteira do filme Os Embalos de Sábado à Noite surgiram as discotecas e a música passou a ter um só objetivo: fazer dançar. Village People, Donna Summer, Gloria Gaynor, Chic, Boney M. e Bee Gees foram alguns dos grandes nomes. E como a base do som das discotecas vinha de músicas de estúdio, as gravadoras lucravam.

Enquanto na Inglaterra o movimento punk, das roupas de couro preto e dos cabelos quase raspados contestava, com violência, os valores da sociedade do país, nos EUA pop virou sinônimo de disco music. Feita para as pistas de dança das discotecas, a disco celebrava o amor e a alegria, utilizando-se da eletrônica com maior intensidade e por vezes até ousando.
[...] A verdade é que os roqueiros odiavam e os “músicos sérios” torciam o nariz para a disco music, mas o fato é que ela foi em frente e teve grande influência sobre a música pop dos anos 70, a ponto de se tornar parte da cultura de massa [...].
Mesmo com as eventuais críticas negativas, a disco conseguiu fazer a cabeça até dos "músicos sérios". Exemplos não faltam: David Bowie e seu Station To Station, de 1976 (com Golden Years), Rod Stewart e seu álbum de 1978, Blondes Have More Fun, com o hit Da Ya Think I'm Sexy? (inspirado em Jorge Benjor!) e até o Blondie com Parallel Lines (que originou seu maior sucesso, Heart Of Glass), também de 1978.

Citei The Last Days of Disco e falei tudo isso para mostrar que não, não é pecado gostar do som discothèque. E há muita coisa boa sim, nem tudo foi lixo. É um erro tentar achar uma justificativa para o movimento disco. Não há causas políticas, nem revolucionárias, nem sociais e nem humanitárias. É puro hedonismo mesmo. Diversão descompromissada, mas nem por isso menos divertida. A fala do filme que coloquei aqui expressa muito bem isso. Portanto não se acanhem. Costumo dizer que Travolta é um estado de espírito. E espírito não tem data nem idade. Por isso, dance, dance, dance!

27 janeiro 2010

Abra suas asas, solte suas feras...


Há exatos 31 anos ia ao ar o último capítulo de um dos maiores fenômenos da teledramaturgia brasileira: Dancin' Days. Em 27 de janeiro de 1979 o Brasil parou para acompanhar o fim da trama de Gilberto Braga, que havia hipnotizado o país nos últimos seis meses. Escrita por Gilberto Braga e dirigida por Daniel Filho, entre outros, a novela foi o berço de vários astros e estrelas que definiriam a próxima década. A trama era bem simples (mais uma prova de que para uma novela fazer sucesso não são necessários enredos mirabolantes nem complexos): acusada de atropelar e matar um guarda noturno, Júlia Mattos (vivida por Sônia Braga) é condenada a 22 anos de prisão. Após cumprir metade da pena, consegue liberdade condicional.


Júlia tenta a duras penas reconstruir uma vida normal e se livrar do estigma de ex-presidiária. Seu maior desafio é reconquistar o amor da filha Marisa (Glória Pires). A menina foi criada pela irmã de Júlia, Yolanda Pratini (Joana Fomm) e seu marido Horácio (José Lewgoy), um casal conhecido da alta sociedade carioca. Mas Yolanda, com medo de perder a sobrinha, dificulta a aproximação entre mãe e filha. A rivalidade entre as duas irmãs é o tema central da trama. E também o conturbado romance entre Júlia e Cacá (Antônio Fagundes).

Entre personagens secundários que roubaram a cena, destaque para Yara Amaral e Pepita Rodrigues, que viveram as irmãs Áurea e Carminha, respectivamente.

Lídia Brondi, Lauro Corona e Glória Pires - ainda bem jovenzinhos - foram alçados à categoria de estrelas da nova geração. Sônia Braga ditou moda com suas calças de cetim estilo boxeador e meias soquete de lurex com sandálias salto agulha. Nem é preciso dizer que a novela virou coqueluche no Brasil, espalhando de vez a moda das discotecas por aqui.


Com Dancin' Days, Gilberto Braga se consagrou como autor de novelas das oito e inaugurou seu estilo dramatúrgico, marcado pela crônica de costumes e pela discussão dos valores da classe média e das elites urbanas. Detalhe: ele a escreveu sozinho. Dancin' Days mereceu até mesmo uma reportagem na revista norte-americana Newsweek, em novembro de 1978, destacando a influência que exercia sobre os hábitos de consumo do público brasileiro. O tema de abertura, das Frenéticas, é hit obrigatório das festas até hoje.