04 fevereiro 2021

A História de Karen Carpenter (The Karen Carpenter Story, 1989)

Telefilmesquecidos #34

Os Carpenters estão entre os artistas mais representativos da década de 1970. Os irmãos Richard e Karen Carpenters tinham lugar cativo nos primeiros lugares das paradas de sucesso com sua música suave, romântica, harmoniosa e bem distinta, que os colocou na lista dos maiores vendedores de discos de todos os tempos.

Durante aproximadamente 14 anos de carreira, os Carpenters gravaram onze álbuns, derramaram dezenas de hits e rodaram o mundo em turnês. O duo se desfez em 1983, quando Karen faleceu precocemente, aos 32 anos, devido a uma parada cardíaca, sofrida em função de complicações da anorexia nervosa.

O filme começa com o colapso de Karen na casa de seus pais, em Downey, Califórnia, em 4 de fevereiro de 1983. Ela é levada às pressas para o hospital. Enquanto o paramédico está colocando a máscara de oxigênio no rosto da cantora, desacordada, vemos imagens de Karen adolescente se mesclando ao presente. O filme corta para a adolescente Karen patinando em câmera lenta e olhando para si mesma enquanto a Karen atual, de 32 anos, está morrendo no hospital. A partir daí, o filme volta no tempo e reconta os altos e baixos da vida de Karen e da carreira dos Carpenters, entre os anos 1960 e o começo dos 1980.


A ideia de um filme baseado na vida de Karen Carpenter era algo que estava na cabeça de Richard desde que a irmã falecera. Mas foi quase impossível encontrar alguém que escrevesse o roteiro do jeito que ele queria. Até que a versão de Barry Morrow foi aprovada pelo estúdio e por Richard. Ainda assim, o roteiro foi muito mexido e sofria alterações quase diariamente, com cenas várias reescritas ou inteiramente removidas, segundo Cynthia Gibb e Mitchell Anderson, que interpretam, respectivamente, Karen e Richard no filme.

Karen (Cynthia Gibb) e Richard (Mitchell Anderson), os Carpenters


A intenção de Richard foi suavizar a imagem controladora e pouco flexível de Agnes Carpenter (interpretada por Louise Fletcher), sua mãe, assim como a relação de Agnes com a filha Karen. A versão final do filme, na opinião de Cynthia Gibb, faz um relato "maquiado" da vida de Karen. A atriz também disse que muitas das informações foram "diluídas ou totalmente removidas" a pedido de Richard. Ele também solicitou que Cynthia usasse as roupas originais de Karen Carpenter, que ele emprestou, e que ela perdesse o peso necessário para caber nessas roupas. "Perdi peso como Richard queria e ele estava lá monitorando todas as cenas", declarou Cynthia. “Era enervante ter que usar as roupas de Karen, suas camisetas justas e calças boca de sino. Usei uma peruca e a maquiagem de Karen. Quando terminei, senti que eu ERA Karen."

Agnes (Louise Fletcher)



O filme se divide em três camadas que se entrelaçam na narrativa: a história dos irmãos Carpenters e de como eles tiveram sucesso; os problemas com a anorexia de Karen e o vício de Richard em pílulas para dormir. Embora A História de Karen Carpenter seja um ótimo entretenimento, cheio de canções conhecidas dos Carpenters, é um filme mais para fãs de sua música do que para aqueles que querem conhecer a fundo a verdade sobre as lutas íntimas de Karen contra a anorexia e do irmão contra o uso abusivo de remédios para dormir.

Harold (Peter Michael Goetz) e Agnes (Louise Fletcher), pais dos irmãos Carpenters

Em alguns momentos, o filme se permite algumas “licenças poéticas”, para efeitos de dramaticidade, que funcionam bem na TV. Como quando Karen desmaia no palco enquanto canta Top of the World. A cena é fictícia, assim como aquela em que Richard passa mal e cai de um lance de escadas — consequência do uso excessivo de comprimidos para dormir.




Apesar de oficialmente dirigido por Joseph Sargent, Richard Carpenter esteve junto durante todo o processo de filmagem e foi também produtor do filme, bem como da trilha sonora. Nas notas de capa do CD Carpenters Gold: 35th Anniversary Edition (2004), Richard disse que se arrependeu de fazer parte da produção do filme. E também confirmou que muitas cenas foram fictícias.

A História de Karen Carpenter estreou nos EUA em 1º de janeiro de 1989, pelo canal CBS. Alcançou ótima popularidade na época de sua exibição. Foi o telefilme de maior audiência do ano e um dos mais comentados da TV americana no final dos anos 1980. Aqui no Brasil, foi exibido pela primeira vez em 6 de fevereiro de 1993, na Globo. Não chegou a ter lançamento oficial em VHS e nem em DVD nos Estados Unidos, mas foi lançado em laserdisc no Japão.




29 janeiro 2021

Filme do Boney M?

Uma tendência que, depois de décadas de fracassos e embaraços, parece ter sido engavetada: os filmes de pop stars (sejam eles cantores, cantoras ou grupos). Depois que Richard Lester dirigiu Os Reis do Iê-Iê-Iê (A Hard Day’s Night, 1964) e Help! (1965), ambos estrelados pelos Beatles, outros artistas e grupos resolveram embarcar na onda, usando os filmes como veículos de propaganda de sua música. 

Os roteiros eram geralmente risíveis e bem superficiais. O importante era que o filme fosse uma vitrine musical para o cantor, uma espécie de “videoclipe de uma hora e meia”, isso numa época em que o videoclipe nem existia (pelo menos não da forma como o conhecemos hoje). Raramente essas investidas comerciais se saíam bem na fita. 

Os críticos caíam matando, mas os fãs dos astros e estrelas da música pop ou do rock pouco se importavam com as atuações capengas ou os roteiros amadorísticos. O público desses filmes queria apenas ver seus ídolos na tela grande do cinema, em situações engraçadas, de aventura ou suposta intimidade. E, claro, com muita música. Simples assim.

Uns eram mais bem-sucedidos, outros renegados até pelos fãs. Exemplos desse gênero não faltam: Os Monkees Estão de Volta (Head, 1968), ABBA - O Grande Show (ABBA - The Movie, 1977), Kiss contra o Fantasma do Parque (Kiss Meets the Phantom of the Park, 1978), O Sargento Pepper e sua Banda (Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, 1978), Até que Enfim é Sexta-feira (Thank God It’s Friday, 1978), A Febre dos Patins (Skatetown U.S.A, 1979), A Música Não Pode Parar (Can't Stop The Music, 1980), Xanadu (1980), O Mundo das Spice Girls (Spice World, 1997) e muitos, muitos outros. 

No Brasil também tivemos exemplos do gênero, com os filmes de Roberto Carlos nos anos 1960, dirigidos por Roberto Farias. Mas aqui cabe uma ressalva: esses filmes estrelados por Roberto Carlos eram pensados antes, tinham uma história, eram bem dirigidos e bem produzidos, não um amontoado de improvisações. Eram sucesso de bilheteria, tinham público cativo. (Assim como os filmes de Elvis Presley da década de 1960).

Se até o trio infantil As Melindrosas se aventurou no cinema com o inacreditável Vamos Cantar Disco Baby (1979), por que o Boney M. ficaria de fora? E chegamos ao foco deste post: o "filme do Boney M.", uma das incursões mais obscuras nesse gênero: Disco Fever (Disco Fieber, 1979). Dirigido por Hubert Frank e Klaus Überall, o filme foi apenas um pretexto para capitalizar em cima da moda da disco music, mais especificamente do grande sucesso que o grupo Boney M. vinha fazendo desde 1976. Em 1979, quando o filme foi lançado, eles estavam no auge, tanto na Europa quanto na América Latina.

Criado pelo produtor alemão Frank Farian em 1976, o Boney M. foi um dos grandes expoentes da eurodisco. Radicado na Alemanha e composto por Liz Mitchell e Marcia Barrett (da Jamaica), e Bobby Farrell e Maizie Williams (do Caribe), o grupo vendeu 80 milhões de discos e ficou mundialmente conhecido por hits como Daddy Cool, Ma Baker, Sunny, Rasputin, Rivers of Babylon e Gotta Go Home, só para citar alguns.

Disco Fever foi uma (indigesta) salada musical temperada com a febre da época, a discoteca, claro. De quebra, enfiaram outros dois grupos da época, Eruption (que fazia a mesma linha do Boney M., mas durou pouco) e La Bionda (grupo italiano de sucesso passageiro, da época das discotecas), além de artistas alemães desconhecidos, de sucesso local. Como resistir a Eruption, Boney M. e La Bionda? O som contagiante e o visual espalhafatoso e altamente kitsch desses grupos eram combustíveis da disco music. Os hits desses grupos, que bombavam nas pistas de dança mundiais, beiravam o cafona, mas ninguém podia resistir a eles.

Já na abertura vemos o Eruption cantando, antes mesmo de conhecermos os protagonistas. Trata-se de um grupo de alunos desmiolados que se reúne na discoteca Ice Palace — decorada com samambaias brancas artificiais — para se divertir e dançar. Logicamente, de manhã eles não estão com cabeça para se dedicarem às aulas. Em vez disso, ficam fazendo bagunça na escola e falando asneiras. Referências a John Travolta, As Panteras e ícones jovens da época são salpicados ao longo dos 80 minutos de filme.



O "enredo", se é que podemos chamar assim, gira em torno das estripulias desses jovens, quase sempre tentativas desesperadas de seduzirem o sexo oposto. Uma espécie de pornochanchada juvenil, mas cheia de esquisitices europeias. Por exemplo: os alunos jogam futebol de calça jeans e camisa social, ligam som e dançam disco music em sala de aula, sensualizam abertamente, beijam-se na boca, enfim uma zorra. Um deles leva uma arara de estimação (!) para as aulas. O outro flerta com a professora, que parece ter quase a mesma idade deles. (Como acontece nos filmes dessa época, os adolescentes têm aparência de 30 anos). O mais engraçado é que os professores aceitam tudo com indiferença impressionante. 







E quando a trama fica sem fôlego (o que acontece a cada dez minutos), o filme te leva para a discoteca Ice Palace e lança mão de números musicais aleatórios de Boney M. (Hooray! Hooray! It's a Holi-Holiday), La Bionda (One For You, One For Me), Eruption (One Way Ticket) ou do galãzinho canastríssimo Tony Schneider (Please Don't Leave Me). As inserções do La Bionda, por exemplo, lembram episódios do Chapolin, no que diz respeito aos “efeitos especiais”. E antes que eu me esqueça, tem também The Teens, bandinha adolescente alemã (esses sim, adolescentes de verdade) tocando seu hit Funny Money Honey na sala de aula. 

A escolha desses artistas, no entanto, não foi por acaso. Todos eram da gravadora alemã Hansa,  fundada nos anos 1960, em Berlim. (O catálogo da Hansa pertence agora à Sony Music).








Apesar de ter sido divulgado como “o filme do Boney M.”, é muito provável que o grupo nem tenha estado presente durante as filmagens, já que os números musicais não estavam diretamente ligados a nenhum personagem. Algumas vezes a imagem do Boney M. era simplesmente retroprojetada no filme, Do jeito que o grupo estava ocupado naquele ano, é difícil imaginar que fossem perder tempo com um embaraço como Disco Fever




Vale lembrar que, no começo de 1979, o Boney M. ainda colhia os muitos frutos do sucesso de Nightflight to Venus, álbum que haviam lançado no segundo semestre de 1978. Viajavam muito pela Europa, faziam vários shows e se apresentavam em diversos programas musicais na TV. E em março de 1979 lançaram o compacto Hooray! Hooray! It's a Holi-Holiday, que anunciava o álbum que sairia alguns meses depois, Oceans of Fantasy. Na metade de 1979 o grupo também esteve aqui no Brasil para uma temporada promocional, durante a qual gravaram participações no Fantástico e no Globo de Ouro, entre outros programas da Rede Globo.


22 janeiro 2021

Você Está Sozinha? (Are You in the House Alone?, 1978)

Telefilmesquecidos #33

A história começa quando a jovem Gail Osbourne (Kathleen Beller) está sendo socorrida, após sofrer uma agressão. Já no hospital, ainda em choque, ela conta ao médico que foi estuprada, mas começa a chorar e se retrai, alegando que ninguém acreditaria se ela revelasse a identidade do estuprador. A partir daí, o filme volta algumas semanas no tempo e inicia a narrativa em flashback.

Gail é uma adolescente comum, com problemas típicos de sua idade. Nada de mais. Apesar de morar na cidade há apenas seis meses, parece estar se adaptando muito bem. Tanto que já conseguiu até uma melhor amiga, Allison (Robin Mattson). Inteligente, estudiosa e simpática, Gail mostra que tem muito talento como fotógrafa amadora. Um dia, ao sair com Allison e o namorado dela, Phil (Dennis Quaid), o casal apresenta Gail a Steve (Scott Colomby), o genro que toda mãe sonha para a filha. E os dois logo se interessam um pelo outro.

Foto de cima: Gail (Kathleen Beller) e Steve (Scott Colomby). Foto de baixo: Phil (Dennis Quaid) e Allison (Robin Mattson)

Mas a mãe de Gail não vê com bons o namoro da filha. Anne (Blythe Danner) e Neil Osborne (Tony Bill), pais de Gail, vivem seu próprio conflito no casamento e não conseguem entender os anseios e inseguranças de Gail.

Tony Bill e Blythe Danner 


Logo Gail começa a receber telefonemas obscenos e bilhetes ameaçadores deixados em seu armário da escola. O que no começo parece apenas um conjunto de piadinhas de mau gosto vai se tornando mais sério e frequente. Mas ninguém ao redor de Gail acredita que seja motivo de preocupação. A jovem estaria apenas exagerando e sendo dramática. Todos sugerem que ela simplesmente ignore as mensagens.

Quem estaria por trás das ameaças? O ex-namorado enciumado de Gail? Um professor de fotografia meio esquisitão? O próprio namorado atual? Algum colega da escola? Muitos são os suspeitos possíveis. 




Gail trabalha como babysitter para Jessica (Tricia O'Neil), advogada amiga da família e moradora das redondezas. Uma noite, a jovem está na casa de Jessica, vigiando as crianças, que dormem. Após outro telefonema ameaçador, o maníaco consegue entrar na casa e estuprá-la. A identidade do criminoso é então revelada ao telespectador e, a partir daí, o filme assume outro tom. De suspense, passamos para um drama, o que transforma os trinta minutos finais da narrativa em um tratado sobre a forma como a lei protege os estupradores em vez das vítimas.


Ao sair do hospital e saber que outra menina da escola está recebendo o mesmo tipo de bilhetes ameaçadores, Gail decide pegar o criminoso em flagrante e provar que ele é o culpado.

Com base no título e na premissa, este telefilme poderia até ser confundido com o longa-metragem Mensageiro da Morte (When a Stranger Calls, 1979), que emprega o mesmo artifício da jovem babá aterrorizada por telefonemas assustadores. Mas as semelhanças param por aí. Mensageiro da Morte é um thriller sobre um assassino maluco, enquanto Você Está Sozinha? é um drama sério sobre estupro, que usa elementos de filmes de terror, embora não seja de terror.


Existem, sim, semelhanças com filmes como Noite do Terror (Black Christmas, 1974), Halloween: A Noite do Terror (Halloween, 1978) e outros cujo foco é mostrar garotas vulneráveis em situações de pânico e violência. Mas Você Está Sozinha? foge desse clichê e, em vez disso, vai para o lado do melodrama sério. O foco aqui é o que vem depois do ataque: o medo de revelar o que aconteceu, a vergonha, a impunidade do estuprador e a exposição da lei americana nesses casos, que na época era inacreditavelmente falha.


Kathleen Beller está impecável no papel da adolescente vulnerável, porém não boba. A jovem atriz fez alguns bons filmes para a TV, incluindo A Fuga Eterna (No Place to Hide, 1981) e Mensagens Fatais (Deadly Messages, 1985), antes de se afastar da TV para criar os filhos ao lado do marido, o músico Thomas Dolby.

O filme também tem a seu favor um elenco de apoio ótimo e consistente com Tony Bill (que, poucos meses antes, havia participado de outro telefilme marcante daquele ano, A Iniciação de Sarah), Blythe Danner (mãe de Gwyneth Paltrow na vida real) e Dennis Quaid, este bem novinho, mas já mostrando talento. Embora em um papel pequeno, a intensidade de Quaid já demonstrava que ele seria um dos destaques de sua geração, nos anos 1980. O ator teve que recusar o papel de Bob em Halloween (1978) porque já estava comprometido com Você Está Sozinha?. Na época, ele namorava a atriz P.J. Soles (com quem se casou naquele mesmo ano), que já havia sido escalada para interpretar a namorada de Bob em Halloween. Coube a John Michael Graham o papel de Bob no filme de John Carpenter. Quaid fez sua estreia no cinema um ano depois, com O Vencedor (Breaking Away, 1979).

Scott Colomby, namorado de Gail no filme, era um rostinho bem conhecido na TV americana, mas costuma ser mais lembrado pelas comédias que fez no começo dos anos 1980, como Clube dos Pilantras (Caddyshack, 1980) e Porky's - A Casa do Amor e do Riso (Porky's, 1981). Ellen Travolta, irmã de John Travolta, faz uma ponta como a diretora da escola onde Gail estuda.




O final não é exatamente no estilo o-bem-vence-o-mal, mas é cruelmente realista e encoraja as mulheres a lutarem e serem donas de suas vidas, em vez de desistir por medo. O estupro é um ato de violência que ainda acontece com assustadora frequência, mas os esforços hoje para punir os agressores avançaram bastante desde a época em que o filme foi lançado. A própria fala da personagem Gail é bastante emblemática: "Depois que tudo acabou, eu perguntei à Jessica como é que a lei pode proteger o estuprador e não a vítima? E ela disse: 'Porque o sistema está errado'."

Dirigido por Walter Grauman, diretor veterano de telefilmes e séries de TV, Você Está Sozinha? é baseado no livro Are You in the House Alone?, de Richard Peck, publicado originalmente em 1976.

Estreou na televisão americana pela CBS, em 20 de setembro de 1978. Aqui no Brasil, a estreia foi na Globo, em 3 de maio de 1980. Jairo Ferreira, na coluna Filmes na TV, da Folha de S. Paulo daquele mesmo dia, deu destaque ao filme, mas com um certo pé atrás: "Para não dizer que só dá reprise, o canal 5 (21h30) apresenta a sua habitual estreia dos sábados, Você Está Sozinha?, teledrama do tarimbado Walter Grauman abordando assunto forte para o horario (violência sexual)". Sobre a sinopse do filme, Ferreira comenta: "Ponto de partida já visto em muitos filmes. Vamos ver como é o ponto de chegada".



Você Está Sozinha? foi lançado em VHS nos EUA e em alguns outros países, mas não no Brasil. Em 2013, saiu em DVD nos EUA, em edição "dois em um", junto com outro telefilme clássico (também de 1978), A Iniciação de Sarah.