17 agosto 2018

Desespero de uma Mulher (She Cried Murder, 1973)


Telefilmesquecidos #6


De dentro do metrô, no último vagão, a modelo Sara Cornell (Linda Day George) vê um homem empurrar uma mulher para debaixo do trem. Abalada, entra em contato com a polícia. Mas, para sua surpresa, ao ser convocada para testemunhar, percebe que o detetive encarregado das investigações é também o assassino. (Não, isso não é spoiler. A informação é revelada logo no comecinho do filme).

Assustada, ela sabe que a polícia não vai acreditar em seu insólito depoimento. Como Brody (Telly Savalas), um inspetor acima de qualquer suspeita, pode ser o assassino? A constatação logo coloca em perigo a vida de Sara e de seu filho. Um caso típico de quem estava no lugar errado e na hora errada. Agora, claro, Brody precisa eliminar Sara e manter em segredo seu crime e o motivo pelo qual o cometeu.




O filme é curto até para os padrões dos telefilmes (apenas 66 minutos), mas o suspense é garantido do começo ao fim. Não há enrolação e as cenas de perseguição são boas. A questão é: como Sara vai provar que Brody é o assassino? E como ela vai conseguir escapar dele? É um jogo de gato e rato: ele tentando matá-la, enquanto os outros policiais procuram chegar a tempo. Apesar de não se deter com profundidade na personalidade nos personagens, é possível perceber que Sara, viúva, é uma mulher vulnerável e insegura.



Linda Day George era um nome fácil nos telefilmes americanos das décadas de 1970 e 1980. A grande surpresa é Telly Savalas, que todos se acostumaram a ver como o inesquecível detetive Kojac, do seriado de TV homônimo, traindo a causa do bom policial e interpretando um investigador assassino. Desespero de uma Mulher foi dirigido por Herschel Daugherty, que possuía vasto currículo como diretor de seriados de televisão. O filme estreou na TV americana em 25 de setembro de 1973, no canal CBS, e em 27 de setembro de 1975 aqui no Brasil, pela Globo.


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